A escritora

A educadora e escritora Tatiane de Oliveira Gonçalves possui experiência com a escrita desde a tenra idade. Sua formação inclui licenciatura, bacharelado, especialização, mestrado e cursos livres em áreas correlatas. Ministra cursos de redação criativa e gerencia a PALAVRA-BORBOLETA: cursos e oficinas. Em sua trajetória publicou dois livros de contos no Brasil: As borboletas são assim (2007) e Das coisas invisíveis (2009) e participou da II Antologia de poetas lusófonos com poemas publicados em Leiria, Portugal. A escritora atualmente prepara seu terceiro livro de contos com publicação prevista para o próximo ano.

O universo temático de sua prosa transita entre o cotidiano urbano, veloz e ambíguo, e o ambiente psicológico de seus personagens, mergulhados em suas crises, em suas dúvidas. Em seus contos há um tom de estranheza que emerge do trivial.

“A maioria deles [dos contos] beira o surreal e o fantástico, muitos mergulham no cotidiano, na vida comum – digamos assim – e ali irrompe o insólito ou, ainda, relatos em que a dita “vida normal” revela-se fantasmagórica, povoada de seres de fronteira. (…) A narrativa de Tatiane não se constitui em outro espaço nem em outro mundo – o que acontece é uma alteração no que se estabeleceu como normal e constituído. Há uma oscilação de alguma certeza, tornando tênues as linhas que dividem os dois planos: o real e o fantástico, mundos paralelos a se interseccionarem. (…) Seus escritos criam o efeito de surpresa, de dúvida, de estranhamento, de aversão e até mesmo de encantamento.” Maria da Conceição Paranhos.

“As elipses narrativas estão mais acentuadas nos textos da nova coletânea. O “conto pequeno” vai se aproximando do miniconto, quem sabe um dia chegará ao nanoconto. (…) Os contos são curtos, o que não impede um desenvolvimento muito equilibrado durante todas as suas narrações, sem exceção, haja vista a autora ter como marca a justeza das expressões. A sensação final é a de que miramos um espelho d’água, calmo na superfície, liso, escondendo, entretanto, os vulcânicos abalos que fazem parte da essência humana, mesmo em existências supostamente protegidas (…)” Gerana Damulakis.